Normalmente quando pensamos em harmonizar um bom vinho com um prato, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a regra que estamos acostumados a ouvir na maioria das conversas sobre o assunto.Vinhos brancos para carnes brancas e peixes, vinhos tintos para carnes vermelhas, harmonizar seguindo um padrão regional, culinária Portuguesa com vinhos Portugueses, comidas Francesas, com vinhos Franceses.Se pensarmos francamente, não estamos errados, pois os apaixonados enólogos , trabalham, estudam, para produzir vinhos mágicos, e os fazem para serem acompanhados exatamente nos pratos que eles apreciam.Se colocarmos um pouco de história na balança, essa empatia durou anos convivendo harmoniosamente, pois a culinária era simples e objetiva, os pratos eram regionais, e a maioria politicamente bairristas, estavam satisfeitos com isso.
Mas veio a globalização, o intercâmbio, chefes de cozinha , viajando o planeta, em busca de novos desafios e experiências.Hoje encontramos, além dos pratos regionais,culinária Francesa com pitadas de Índia, pratos Espanhóis com caprichos franceses ,etc,etc etc…
Isso sem dúvida, abriu novos desafios, nos obrigando a acrescentar nessa nossa regrinha conhecida, outros parâmetros importantes para uma perfeita harmonização. O peso do prato, sua intensidade de aromas, a acidez, que preenche nossa boca, a quantidade de sal, a pimenta utilizada, a doçura que nos é apresentada.
Todos esses fatores , de um lado complicaram essa harmonização simples e direta mantida a anos, mas por outro lado, aproximou mais, casamentos que não imaginávamos, entre uma comida, e vinho. Uma detalhe demasiadamente importante, que jamais podemos esquecer, que harmonizar pratos e vinhos, não é descobrir parcerias perfeitas e exclusivas, principalmente porque essa conclusão é uma coisa muito pessoal, gostos, aromas, de como sentimos o “Drink- ability”, ou o “Eat-ability”, sensação que preenche a nossa boca, o nosso nariz, os nossos sentidos, varia de pessoa para pessoa,e o fato que temos que descobrir, escolher, aquelas cuja aproximações são mais felizes para nós e não para os outros.
Deixe um comentário